No dia a dia, quase todo mundo chama qualquer roedor de "rato". Mas, para quem faz controle de pragas, saber exatamente qual espécie está presente muda tudo: o local das iscas, o tipo de armadilha e até onde procurar os ninhos. Ratos de telhado, ratazanas e camundongos têm hábitos bem diferentes, e entender essas diferenças ajuda a resolver o problema mais rápido.
Em comum, os três transmitem doenças, estragam estruturas e contaminam produtos. Quando entram em casas e empresas, ainda podem trazer outros parasitas, como pulgas e piolhos. E como se reproduzem com muita rapidez, uma infestação pequena pode virar um problema sério em pouco tempo. Agir logo nos primeiros sinais encurta bastante o tempo necessário para o controle.
Conheça as três espécies mais comuns nas cidades, inclusive em Botucatu e região:
Rato de telhado (Rattus rattus): o escalador
Tem focinho pontudo, orelhas grandes e corpo mais fino que o da ratazana. É noturno e invade construções atrás de água, comida e abrigo. Escala com enorme facilidade e também nada bem. Costuma se instalar em pontos altos, como forros e telhados, mas também pode ser encontrado ao nível do chão.
Come de tudo, mas tem preferência por grãos de cereais, frutas e vegetais. Vive em colônias pequenas, que só crescem muito quando há bastante alimento disponível, e circula em um raio aproximado de 30 a 60 metros a partir do abrigo.
Ratazana (Rattus norvegicus): o rato de esgoto
É a maior das três espécies, podendo chegar a 40 cm de comprimento. A cauda é mais curta que a soma da cabeça com o corpo. Popularmente conhecida como rato de esgoto, vive às margens de córregos e rios, em redes de esgoto e de águas pluviais, em depósitos de lixo e locais semelhantes.
Também tem hábitos noturnos e entra nas edificações em busca de água, comida e abrigo. Se for vista durante o dia, é sinal de que a infestação já está alta. Reproduz-se com facilidade e gera muitos filhotes a cada gestação.
Camundongo (Mus musculus): o curioso
Pequeno e noturno, o camundongo depende de sentidos apurados para se movimentar no escuro, encontrar alimento e escapar de predadores. O olfato é muito desenvolvido, e por onde passa ele deixa odores que orientam os outros membros da colônia.
Faz ninho em cantos de parede, pilhas de materiais, pequenas tocas no chão ou mesmo dentro de móveis. O que mais o diferencia dos outros roedores que convivem com o ser humano é a neofilia: ele tem curiosidade por alimentos novos. É onívoro, com preferência por cereais e sementes, vive em grupos pequenos e se desloca por distâncias curtas.
Como controlar uma infestação de roedores
Raticida sozinho não resolve. Um controle eficiente também exige identificar e tratar os possíveis abrigos, como terrenos baldios, córregos, depósitos abandonados e esconderijos dentro do próprio imóvel. Por isso, o diagnóstico da espécie e do ambiente é o primeiro passo de qualquer desratização bem feita.
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